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Europe in the Blood Tour 2015
09 Outubro – Hard Club (Porto)
1ª Parte: tba
Abertura de Portas: 20h00 – Inicio espetáculo: 21h00

O canadiano Jeff Waters é uma verdadeira lenda viva do thrash metal e, embora nunca tenha gozado de 10% do reconhecimento e sucesso que merece, também nunca baixou os braços, mantendo uma carreira sólida e estável que faria corar muitos dos seus competidores que gozam de sucesso junto de um público mais vasto. Contra tudo e todos, firme e estoico, o pródigo guitarrista foi seguindo sempre caminho com os seus ANNIHILATOR, acabando por transformá-los numa das propostas mais virtuosas e relevantes dentro do género. Sempre fiel à causa e apoiado numa fusão singular de thrash e heavy metal com blues e até jazz, o coletivo percorreu o globo ao lado de nomes tão lendários como Judas Priest, Pantera ou Trivium, fazendo dezenas de tours em nome próprio e tocando nos mais importantes festivais de peso, mostrando que o apoio dos fãs e o interesse em vê-los não refreou com a passagem dos anos. Prestes a completar 30 anos de carreira e ainda na ressaca da explosiva passagem pela mais recente edição do Vagos Open Air, Jeff Waters e companhia regressam a Portugal para uma data única, agendada para o dia 9 de Outubro de 2015 no Hard Club, no Porto.

Os ANNIHILATOR são e, de resto, sempre foram, o projeto de vida do talentoso Jeff Waters. Verdadeiro prodígio da guitarra, com apenas 13 anos o canadiano já dava lições e, aos 18, começou a escrever as primeiras músicas para aquela que seria a sua banda de sempre. Com John Bates na voz, compôs e gravou – como não tinha mais ninguém para fazê-lo, tocou todos os outros instrumentos também – um primeiro tema, chamado «Annihilator», que acabou por nunca ser editado. Foi nesse preciso momento, corria o ano de 1984, que decidiu formar um grupo a sério e, depois de gravar algumas maquetas e sempre a lutar com constantes mudanças de formação, assina então contrato com a Roadrunner para a gravação de três álbuns. «Alice In Hell» e «Never, Neverland», de 1989 e 1990, transformaram-se em clássicos do thrash e colocaram de vez o nome do projeto no mapa do metal. «Set The World On Fire», editado dois anos depois, marcou o fim da ligação à editora norte-americana, mas – ao contrário de muitos dos seus contemporâneos – o músico nunca desapareceu do mapa.

No período compreendido entre 1994 e 2010, os ANNIHILATOR gravaram dez álbuns de estúdio, entre os quais se contam «Refresh The Demon» (de 1996), «Criteria For A Black Widow» (de 2000), «Waking The Fury» (de 2002), «Schizo Deluxe» (de 2005) e «Annihilator» (de 2010). Muito à semelhança de Jeff Waters, o incansável Dave Padden – que graças a cinco álbuns já se estabeleceu como a voz do grupo – e companhia não parecem envelhecer. Em vésperas de comemorarem três décadas de existência, os ANNIHILATOR são a banda de metal canadiana que mais discos vendeu ao longo da sua carreira; em 2014 chegaram perto dos dois milhões de cópias vendidas a nível mundial. Sinais da sua vitalidade não faltam, de resto, sendo que o mais recente se chama «Feast» e é de 2013. O 14º longa-duração de um dos coletivos mais resilientes de sempre da história da música extrema não só mantém a toada mais pesada e agressiva como as ótimas melodias que sempre caracterizaram o som da banda, afirmando-se como outra prova da sua genialidade quando o assunto é thrash de qualidade.
BIOGRAFIA ANNIHILATOR

Os thrashers canadianos Annihilator foram engendrados em Ottawa, no Canadá, numa altura em que o guitarrista Jeff Waters tinha apenas 18 anos. Corria o ano de 1984 e a (r)evolução thrash/speed metal estava em ebulição um pouco mais a sul, na Bay Area de São Francisco, nos Estados Unidos. Devido, em parte, ao isolamento geográfico, como banda os Annihilator atravessaram uma primeira fase em andamento inconstante, mas quando as demos caseiras do talentoso músico chegaram finalmente às mãos da emergente Roadrunner Records, já a carreira da banda estava pronta para arrancar.

Alvo de aclamação por parte do público e da crítica em pleno boom de popularidade do thrash, a estreia «Alice In Hell» afirmou-se como um enorme triunfo na forma como sintetizou tudo aquilo que de melhor e mais desafiante a tendência tinha para oferecer. Não foi, no entanto, um esforço coletivo e, embora as suas fotografias tenham sido incluídas na capa do disco, o vocalista Randy Rampage (ex-elemento dos lendários D.O.A.), o baterista Ray Hartmann, o baixista Wayne Darley e o segundo guitarrista Anthony Greenham pouco mais eram que músicos contratados. Não é por isso de surpreender que, no ano seguinte, Rampage e Greenham já não tenham participado nas gravações de «Never, Neverland», substituídos por Coburn Pharr e Dave Scott Davis. Não tão inspirado como o seu antecessor, o segundo álbum conseguiu ainda assim manter o fulgor da banda, capitalizado por tours constantes. Um atraso de três anos e mais mudanças na formação precederam «Set The World On Fire» em 1993, que chocou muita gente graças à sua abordagem mais tradicional, com uma influência óbvia do heavy metal e do hard rock mais comercial a alienar parte dos fãs do grupo.

Em 1994 a Roadrunner edita a compilação «Bag Of Tricks» e liberta-os do seu contrato, sendo que Waters, resiliente como sempre, acaba por reaparecer pouco depois. «King Of The Kill» (de 1994), «Refresh The Demon» (de 1996) e «Remains» (de 1997) são lançados com selo Music for Nations, mantendo níveis de sucesso moderados e nunca voltando a recriar o mesmo furor dos primeiros tempos.

Nada importado com isso, o estratega do projeto começou progressivamente a retornar ao speed/thrash e, apesar das flutuações constantes de formação, a assinar novos lançamentos a um ritmo regular. Editado em 1999, «Criteria For A Black Widow» reuniu Waters com a Roadrunner e com Randy Rampage, mas os álbuns seguintes – «Carnival Diablos» (de 2001), «Waking The Fury» (de 2003) e «All For You» (de 2004) – marcaram um retorno aos músicos de sessão e à proverbial dança de cadeiras em termos editoriais. Sem perderem tempo, os Annihilator lançam o 11º álbum de estúdio em 2005. «Schizo Deluxe» marca o início de uma nova fase na carreira do coletivo graças à colaboração com Dave Padden, que tinha participado como convidado em «All For You». A sinergia entre os músicos funcionou em pleno e Padden mantém-se até hoje como vocalista da banda, tendo entretanto gravado «Metal» (de 2007), «Annihilator» (de 2010) e «Feast» (de 2013)..

Os bilhetes para o concerto custam 24€, à venda a partir do dia 17 de Dezembro, nos locais habituais. Reservas: Ticketline (1820). Em Espanha: Break Point.

Locais de Venda:
Ticketline
Fnac
Worten
El Corte Inglês
Carbono (Amadora)
Glam-O-Rama (Lisboa)
Unkind (Online Store)
Break Point (Vigo)
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